Lorenzo: O mestre de cerimônias nato
"O lume de centenas de candeeiros que percorriam a Via Larga luzia, as chamas cintilando na fina areia branca espalhada sobre as pedras do calçamento para abafar o barulho dos cascos. O sol se punha por trás das montanhas, pessoas começaram a encher os bancos ao longo dos palácios. Todas as janelas estavam apinhadas de homens e mulheres, todos esticando o pescoço para ver melhor. Estandartes resplandescentes cobriam as escuras fachadas de pedra bruta: neles, lírios vermelhos da República Florentina, arcos dourados dos Piccolomni de Siena - agora acrescidos das chaves e da coroa, mostrando a ascensão de um dos seus, Aeneas Silvius, ao trono papal, como Pio II -, o galgo retesado sob o pinheiro, representando os Sforza, de Milão, e, acima de todos, o escudo dourado adornado com as bolas vermelhas dos Médici. (...)" A descrição acima nos situa em uma das muitas oportunidades nas quais Lorenzo de Medici atuaria como um verdadeiro diplomata desde a mais tenra idade. No relato...